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Diogo Mercury
Bohemian Member
| Registo: 01 Nov 2005 |
 
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Mensagens: 2666 Member No.: 59640 |
Local/Origem: Matosinhos - Portugal
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Colocada: Dom Mar 11, 2007 7:54 pm |
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Fiz uma review sobre este álbum, pois vou incluir no meu portfólio de Psicologia.
Depois do sucesso estrondoso dos Queen, com o álbum A Night at the Opera, a banda iria novamente esmerar-se um ano após o seu lançamento, com a sua cara metade. Considerado o irmão gémeo do seu antecessor A Day at the Races, é considerado um dos melhores álbuns dos Queen, de entre a comunidade dos fãs dos Queen.
Lançado em 1976, este álbum tal e qual como o anterior iria respirar genialidade por parte dos quatro membro da banda, em especial Freddie Mercury. Apesar dos dois álbums serem de estilos completamente distintos, eles complementam-se pelo facto de na sua criação se cruzarem um pouco, com as extravagâncias criadas pelos Queen. As misturas de sons nas 10 músicas deste álbum foram soberbas. E não… A Day at the Races não tem nada a ver com A Night at the Opera. Uma pequena curiosidade acerca destes “irmãos” é o facto de, ambos os nomes terem sido inspirados nos filmes dos irmãos Marx.
Começa então o álbum a abrir com um excelente instrumental que relembra assim aqueles tempos medievais do Oriente. Esta “intro” mais tarde iria ser usada em tournées feitas pelos Queen, onde no Japão era bastante aplaudida. Segue-se Tie Your Mother Down. Esta potente música escrita e composta por Brian May, iria ser uma das “trademarks” dos Queen ao vivo. May imaginou aqueles acordes dinâmicos, enquanto observava o espaço com o seu telescópio em casa. Hoje May, afirma que Tie Your Mother Down é uma música imprescindível num concerto dele, e dos Queen. You Take My Breath Away é uma belíssima balada escrita por Mercury. Com uma letra espantosa, de arrepiar qualquer parte do corpo, esta música inspira melancolia, e esperança para todos aqueles apaixonados. Long Away escrita e cantada por May, não é nada de especial à primeira vista, é bastante vulgar, mas o seu som alegre que remonta para as terras das Américas, é uma música que certamente enriquece o álbum, sem nos aborrecermos facilmente. Abram alas para The Millonaire Waltz! O pico de excentricidade de Freddie Mercury chegou! E ao contrário de Opera foi logo a 4ª faixa. Aqui sim… respira-se algo de outro mundo! Mercury certamente aqui teve inspirado, mais uma vez, e com isso saiu uma fantástica música com a valsa a prevalecer. O seu estilo progressivo, com pitadas de Glam Rock contribuíram para o sucesso desta música. É a minha favorita do álbum. E aqui a técnica de May iria também prevalecer, pois o solo da música, é bastante complexo, e não foi nada fácil para May executá-lo. A seguir, é a vez de John Deacon mostrar o que vale. O recatado baixista da banda, apesar de poucas músicas com o nome dele, as que fazia eram sempre espectaculares, e You and I apesar de não ter a grandeza de outras, é certamente uma das melhores composições de Deacon. Nada tenho a apontar de mau para esta música. Suave e discreta, mas nada de outro mundo. Somebody to Love, é uma das melhores e mais belas músicas dos Queen. Mercury é o seu autor, e mais uma vez levou a excentricidade musical dele, para esta música. Desta vez o pop-rock, mistura-se com o gospel, e tal e qual como Bohemian Rhapsody, esta música teve várias misturas de regravações umas em cima das outras, na parte do coro. Isto deu o efeito de umas cento e tal pessoas a cantarem, quando eram precisamente só 3. Uma nota também em que possivelmente esta seria a música de eleição de Freddie Mercury, de todas as suas composições. A seguir, White Man, toma conta de nós. Esta música escrita por May, mostra mais uma vez o quanto os Queen sabiam fazer músicas pesadas, com tons psicadélicos. É uma pena que ao longo dos anos esta tenha ficado para trás nos concertos ao vivo, pois é de facto um colosso ao vivo, e também em estúdio. Good Old Fashioned Lover Boy, ao contrário do que se pensa não tem nada de vaudeville. O que tem sim, é o que iria definir na sua maior parte, os Queen como uma banda de pop-rock (bom… mais virado para o rock). Esta música não tem nada de especial, é comum. No entanto, enriquece o álbum, pois é diferente daquilo que até agora, estávamos a ouvir do álbum. De seguida, seria Roger Taylor a assinar o álbum com Drowse, com o próprio a assumir os vocais. Também não é uma música fantástica, mas o seu som de melancolia, cabisbaixo, lento é diferente de todas as outras composições que Taylor fez. Teo Torriate (Let Us Cling Together) é das músicas mais belas e fantásticas da discografia dos Queen. Música que nunca foi abandonada pelos Queen, quando iam ao continente asiático (menos na The Works Tour), esta balada espectacular escrita por Brian May, é dedicado aos fãs japoneses. E a prova disso é os versos que a música incluí em japonês.
Ao acabar, este álbum termina com o instrumental com que começou, mas ao contrário. Uma bela forma de fechar este álbum de culto, ao qual eu aconselho vivamente a toda a gente que tem um carinho especial pela música, a ouvir este excelente álbum.
Nota: isto é meramente uma opinião. Não é nada generalizado, pois sei que muitas coisas aí escritas não correspondem à vossa realidade. Se existirem coincidência, ainda bem...
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